As bombas de Trump até podem decapitar o regime em Teerão, mas o trabalho mais arriscado vai ficar para os iranianos
Ao fim de algumas horas da operação “massiva e contínua” dos EUA e de Israel contra o Irão, fica cada vez mais claro que a grande operação militar, desencadeada na manhã de 28 de fevereiro não teve como objetivo impedir o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, mas sim derrubar o regime islâmico, no poder desde 1979, em Teerão.
Donald Trump foi, aliás, absolutamente claro sobre isso, no vídeo de oito minutos em que anunciou o início dos ataques contra diversos alvos no Irão. Nesse discurso, embora tenha dedicado a parte principal da sua narrativa a afirmar que “nunca” permitiria que o Irão tivesse uma arma nuclear e que, por essa razão, decidiu “arrasar a sua indústria de mísseis” e “aniquilar a sua Marinha”, o Presidente dos EUA fez questão de dedicar a parte final da sua intervenção ao seu objetivo principal: apelar aos iranianos para que completem, nas ruas, aquilo que ele começou a fazer do ar. Ou seja: revoltarem-se e provocarem uma mudança de regime.
“Durante muitos anos, vocês pediram a ajuda dos EUA, mas nunca a receberam”, afirmou Trump, deixando um aviso: “Agora vocês têm um Presidente que vos está a dar aquilo que vocês querem. Vamos lá então ver como vocês reagem.”
E, nas entrelinhas, pediu urgência. “Este é o momento de agir. Não o deixem passar”, alertou Trump aos iranianos, como quem diz que a sua tarefa termina com a........
