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O inigualável cheiro a pólvora. O relato na primeira pessoa do jornalista Rui Almeida, em Beirute

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05.03.2026

Em Beirute, as noites são tanto mais frias quanto o vento norte que sopra do Mediterrâneo. A “Paris do Médio Oriente” viveu os últimos dias numa ansiedade tácita, que não se diz, mas que se pressente nos olhares mais fugidios, nas respostas mais evasivas, nas expressões de dúvida metódica quando se fala de guerra, de bombas, de retaliações.

Tinha sido assim nos últimos três dias. Ainda que a bonomia e o sorriso imperassem ao falar com o estrangeiro, ainda por cima mensageiro para lá do mar, ou não tivesse, até 1943, sido o Líbano uma espécie de France d’autre mer mais próxima da Europa.


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