Opinião: (Não) vale tudo
“Não me convidaramPra esta festa pobreQue os homens armaramPra me convencerA pagar sem verToda essa drogaQue já vem malhadaAntes de eu nascer
Não me convidaramPra esta festa pobreQue os homens armaramPra me convencerA pagar sem verToda essa drogaQue já vem malhadaAntes de eu nascer”
(No dia seguinte ao da despedida de Marcelo Rebelo de Sousa do cargo de Presidente, sou das que, mesmo tendo votado em Seguro nas duas voltas, acha que o primeiro nos deixará saudades. Que Seguro, que inicia o mandato em condições mundiais bastante adversas, consiga desempenhar o cargo com eficácia e dignidade e evitar o lodo em que outros órgãos de soberania, por vezes, se tornam, é o melhor que lhe posso desejar. A Marcelo desejo o que sempre desejei: que nunca perca a vivacidade e a capacidade de nos mobilizar e demonstrar afetos.)
O poema que dá início a estas linhas fazia parte de uma telenovela brasileira, igualmente emitida em Portugal, cujo enredo aludia ao contexto económico e tinha como temas principais a corrupção, a falta de ética e a inversão de valores no país.
Entre nós, o último Prova dos Factos, programa da RTP, trouxe à luz e parece ter dado o protagonismo que Mafalda Lubélia Livermore sempre pretendeu, embora se aceite que não exatamente da forma como o sonhou.
Ao que hoje se sabe, terá sido nomeada por Carlos Moedas, por indicação de um vereador sem pelouro, sem ter, seguramente, apresentado um curriculum vitae que pudesse impressionar, atendendo a que não é ainda licenciada em Direito e as suas outras e concomitantes atividades profissionais terão, pelo menos e segundo o que se viu, uma legalidade mais do que duvidosa1. Não obstante........
