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O estranho caso das reformas fraudulentas versus as juntas médicas

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14.04.2026

Foi recentemente tornado público pela SIC o caso da médica Emuna Mia, com consultório em Santo Estevão, Benavente, que tem sido apontada como prima de Diogo Pacheco de Amorim, um dos ideólogos do partido que promete “limpar Portugal”. Tem 72 anos e chegou a ser Coordenadora da Unidade de Saúde Familiar, sendo que, três vezes por semana e também ao sábado, o seu consultório enchia-se de alegados pacientes que vinham atrás da fama da médica que conseguiria as reformas por pretensa invalidez e, como tal, antes do tempo, mediante o pagamento de mil euros. Para tal, não hesitava sequer em solicitar aos pretensos pacientes que mudassem a sua morada oficial para a sua zona, afirmando categoricamente assim conseguir “embrulhar” (sic!) melhor a alegada invalidez, sempre com o fito de declarar uma incapacidade definitiva que, pelo menos nalguns casos, não será real1.

Para além da Ordem dos Médicos, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) anunciou esta sexta-feira a instauração de uma inspeção à mesma, sendo que estão em causa alegados crimes de burla e fraude à Segurança Social e que os entretanto reformados poderão igualmente ver-se a braços com a Justiça e, nalguns casos, com a sua própria antiga empregadora, na medida em que esta custeava parte dos montantes, podendo, entre outros, ser chamados a devolvê-los.

Para além do escândalo inicial, o que torna este caso tão surreal, contudo, é o absoluto contraste entre a facilidade com esta profissional conseguiu dar a........

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