É preciso um partido de centro-direita
No PSD sempre foi possível encontrar sociais-democratas, democratas-cristãos, sociais-liberais, libertários e até simples pragmáticos.
Foi baseado nesta diversidade que o partido cresceu e se fez um pilar da nossa democracia. Na sua história e na história dos governos que liderou já foi aquilo tudo e ainda outras coisas mais. Teve crises e cismas, os seus congressos foram (até ao advento das diretas) momentos de intensa luta política que refletiam posicionamentos políticos muitas vezes completamente opostos e nem quando havia poder havia paz naquele partido.
Uma antiga militante de primeira linha, praticamente fundadora do partido, dizia-me que na origem do PSD havia uma espécie de anarquia e uma liberdade fascinantes.
No fundo, era essa argamassa feita de liberdade e irreverência que unia as pessoas no partido.
Ter aquela miríade de sensibilidades e de guerras internas nunca pôs em causa a sobrevivência do PSD. O que nunca esteve em causa foi o chão comum democrático, por muito que o seu funcionamento interno se deteriorasse. Um militante podia querer mais ou menos Estado na economia do que outro, podia querer mais ou menos saúde pública do que um seu companheiro, mas não havia espaço para quem quisesse destruir as instituições democráticas, quem fizesse do racismo e da xenofobia bandeira política, quem desejasse rasgar a Constituição.
O que Montenegro na fatídica noite de 18 de janeiro........
