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Afinal, Maria não é co-redentora…

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28.01.2026

O Dicastério para a Doutrina da Fé veio dizer que este esclarecimento era necessário devido às “numerosas consultas e propostas que chegaram à Santa Sé nas últimas décadas sobre questões relacionadas com a devoção mariana e certos títulos marianos”. E afirma claramente que é “sempre inapropriado” falar da corredenção de Maria, porque a salvação é obtida por meio de Jesus Cristo. O papel de Maria será, como reza este documento, de subordinação.

Recorde-se que na prática litúrgica em boa parte do mundo o papel de Maria é proeminente, e por isso as alas mais tradicionalistas e marianas do catolicismo reagiram mal ao referido documento, o “Mater Populi Fidelis”.

Embora dogmas como a Imaculada Conceição de 1854 e a Assunção Corporal de 1950 se encontrem firmemente estabelecidos, a espiritualidade mariológica está sempre em movimento. Assim, o título de “corredentora” atribuído a Maria vinha a ser objeto de discussão há muito. Por exemplo, Pio X e Pio XI utilizaram o conceito nos seus documentos, talvez como resposta às movimentações populares.

Contudo, o teólogo Ratzinger, que mais tarde ascendeu ao........

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