Manual de sobrevivência para conversas de elevador, por uma psicóloga
Às vezes, o silêncio no elevador diz mais sobre o mundo em que vivemos do que qualquer conversa.
Já percebeu como há dias em que parece mais fácil escrever um e-mail ao chefe do que manter uma conversa de 30 segundos no elevador? Como se a simples troca de um “bom dia” pudesse desencadear uma pequena crise interna?
Estamos ali, no mesmo espaço fechado com alguém que se conhece vagamente – até sabe que mora no 3º, mas nunca tem a certeza se é o esquerdo ou o direito. O silêncio instala-se. Um de nós sorri. O outro finge ler o visor do andar. E, quando a porta abre, saímos com um leve alívio… e a sensação estranha de que devia ter dito qualquer coisa.
Estas pequenas situações sociais – conversar no elevador, cruzar-se com um ex-colega no supermercado, escolher onde se sentar num café quase cheio – podem parecer banais. Mas, para muitas pessoas, são verdadeiros testes emocionais. Não é vergonha. É o cérebro em modo........
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