Junho quente, humano frio
A história do humano no mundo é de milénios e milénios, não havendo sequer bem noção, se pensarmos nisso, a partir de que momento começa e em que momento poderá, realmente, acabar. O humano, visto à luz do que tem sido, parece ser um agente indissociável do tal mundo, mais parecendo, até, que desenvolveu uma pseudo-relação – porque sabe manifestamente falsa, mas acredita necessariamente verdadeira – de subordinação com tudo o que é mundano.
Aliás, tudo o que preenche e dá forma ao mundo, ou seja, animais, vegetação e clima foram, ao longo de séculos que pareciam não acabar nunca, vistos tão somente como um meio a explorar na louca procura por um desenvolvimento que melhorou condições materiais, não se nega, mas afastou o humano de si mesmo, tem de se dizer. No entanto, esses séculos, em roda de arestas quadradas, acabaram no intervalo do que antecede o nosso, e as coisas mudaram. Ou deviam, pelo menos.
O humano, até esta mudança, em que as suas acções de tradução de mundo em desenvolvimento desmedido não colocavam em causa aquilo que o rodeava, avançou sem aferir, ou compreender, que, por exemplo, cortar uma floresta para fazer papel ignorando o tempo necessário à regeneração do ecossistema em........
