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As letras miudinhas do Seguro. Opinião de Filipe Luís

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05.03.2026

Esta próxima segunda-feira, pelas 10h, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República eleito, António José Seguro, o presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro, os presidentes do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal de Justiça e os secretários da Mesa da Assembleia da República abandonam o Salão Nobre do Parlamento, para onde tinham sido encaminhados, a partir das 9h da manhã, data de início do grande dia. Nesse momento, transferir-se-ão, em cortejo, para a entrada da Sala das Sessões, onde os aguardam as Guardas Honoríficas. O cortejo entra na Sala das Sessões e passa em frente à tribuna dos oradores, detendo-se o tempo necessário para o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República e o Presidente da República eleito saudarem o Corpo Diplomático. Pouco depois, Seguro jurará cumprir e fazer cumprir a Constituição da República, seguindo-se o discurso do anfitrião, José Pedro Aguiar Branco. A seguir, Seguro proferirá o primeiro discurso como Presidente da República.

Embora com claros dotes tribunícios, o novo PR não é um orador de exceção. A sua primeira comunicação aos portugueses pode não divergir muito das que já conhecemos nos discursos de vitória, depois da primeira volta e, em especial o da (mais inspirada) alocução da noite eleitoral da segunda volta. Se há característica que define Seguro, é a sua previsibilidade. O que, num contexto de “mundo ao contrário”, parecendo uma fraqueza, é uma clara vantagem.

António José Seguro vai tomar posse numa altura em que o mundo se encontra do avesso. Em Portugal, apesar da sua origem socialista, fará tudo para estimar o que tem, ou seja, estabilidade, mesmo que ela seja garantida por um líder à direita (Luís Montenegro). A estabilidade tornou-se um bem raro, num contexto geral de grande........

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