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Prémio Laranja sem Sumo para o Congresso da governação esgotada

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22.06.2026

O último Congresso do PSD tinha sido em outubro de 2024, nesse tempo longínquo em que o partido, após mais de 8 anos a penar na oposição, estava fresquinho com o regresso ao Governo, ainda que com o apoio mais minoritário de sempre e com a surpreendente liderança de Luís Montenegro, a quem muitos não prenunciavam grande futuro até à estrondosa operação de Lucília Gago e Marcelo Rebelo de Sousa a 7 de novembro de 2023.

Após um primeiro ano em permanente registo de campanha eleitoral, mas com a vitimização travada pela inesperada disponibilidade de Pedro Nuno Santos para negociar o primeiro Orçamento, o primeiro Governo Montenegro procurou sempre a desejada oportunidade para tentar repetir a senda de Cavaco de regressar ao poder com uma maioria absoluta para governar sem entraves parlamentares. A desilusão foi profunda em 2025, perante a manutenção das condições de governabilidade e uma maior dependência da extrema-direita populista apostada em liderar ideologicamente a maior maioria conservadora de sempre.

Ao fim de dois anos, a paradoxal indefinição estratégica sobre a aliança preferencial, se com os moderados que lideram agora o PS ou com a direita populista, conduziu o PSD a um bloqueio político que afunda a governação num arrastamento em que a única vocação é a de sobreviver tanto quanto possível, invocando um direito natural a governar sem prestar contas a ninguém que só apressa a degenerescência.

Neste momento,........

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