Prémio Laranja Amarga para o mau ambiente na Agricultura e nas Florestas
Um dos sinais dos tempos de retrocesso democrático e civilizacional que vivemos é a regressão das preocupações ambientais e com a sustentabilidade das atividades económicas visando preservar a qualidade de vida, não só de quem está agora no planeta, mas também assegurar a viabilidade da permanência feliz dos que, nascendo agora, viverão até ao século XXII e dos vindouros.
Como sempre, existem versões mais truculentas das doutrinas que desprezam as questões ambientais, como o modelo de Donald Trump ao retirar os Estados Unidos, maior poluidor mundial, dos Acordos de Paris sobre limitações ao aquecimento global, passando pela negação das alterações climáticas e pelo incentivo da exploração de combustíveis fósseis (drill baby drill), enquanto trava o investimento em energias renováveis.
Existem versões mais discretas que refletem igualmente as reservas da direita tradicional europeia, que tem vindo a abandonar os objetivos em matéria ambiental, quase sempre em conúbio com a direita radical, por vezes disfarçando os intuitos com a defesa dos interesses dos agricultores, a salvaguarda dos empregos e da competitividade ou o necessário combate aos excessos de regulação burocrática.
Uma agricultura sustentável é a melhor defesa da autonomia estratégica europeia, do equilíbrio dos ecossistemas e é essencial para a defesa de bens escassos como as terras produtivas ou a água.
Já em 2023, António Guterres, na Conferência Mundial da Água, tinha denunciado a “exploração vampírica da água” e, na semana passada, as Nações Unidas declararam que tínhamos entrado........
