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Prémio Laranja Amarga para o Governo que tem vergonha dos bons resultados do emprego

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03.07.2026

É uma banalidade da gestão política os Governos valorizarem as pequenas vitórias e tentarem reduzir a relevância de factos desagradáveis. Mas o Governo de Luís Montenegro é um caso de estudo de obsessão ideológica e de dependência da agenda política da extrema-direita populista, julgando que assim evita a drenagem de eleitores para essas bandas, capaz até de empolar problemas e desbaratar a celebração de boas notícias desalinhadas daquela narrativa extremista.

São exemplos de problemas inexistentes na sociedade portuguesa, que a direita resolveu transformar em temas relevantes da agenda legislativa, questões como a das bandeiras hasteadas nos edifícios municipais, a do uso de indumentária feminina de matriz islâmica fundamentalista, como as burcas, e a da lei sobre identidade de género, em vigor sem qualquer dramatismo desde 2018. Estas três bizarrices, uma das quais já vetada pelo Presidente da República, são talismãs de uma agenda identitária de direita que excita as hostes de Ventura, mas que são alimentados pela derrocada moral do PSD, que não é capaz de se distanciar destes temas.

O alinhamento entre o PSD e o Chega sobre a abertura de um processo de revisão constitucional para libertar a Constituição do “socialismo”, suspenso até dezembro com base num acordo claramente inconstitucional abençoado por Aguiar Branco, é o pináculo desta estratégia puramente ideológica para a qual os portugueses se estão inteiramente borrifando.

Sabe-se lá porquê, os eleitores do PSD, e se calhar até os do Chega, estão mais preocupados com a dificuldade crescente em ter médico de família e em arrendar ou comprar casa, do que com........

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