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Prémio Laranja Amarga para o fim da linha para a economia de gestão eleitoral

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17.06.2026

Estamos naqueles dias de remanso pré-estival que um Governo sem maioria parlamentar nem estratégia, para lá da sobrevivência diária na suave volúpia do poder, considera quase perfeitos. Temos hoje na Assembleia o debate quinzenal, mas ninguém vai ligar ao que lá se passa já que todos os patriotas estão com o pensamento e os olhos em Houston para a primeira etapa da aventura americana da seleção de futebol.

Esta semana há debate do Código do Trabalho, mas enquanto se preparam para seguir o desafio de Ronaldo e mais 10 lá no Texas, os mais de 5,3 milhões de trabalhadores ativos, o maior nível de emprego de sempre com quase um milhão de trabalhadores a mais do que nos tempos de Passos Coelho, estão mais interessados nas conversas de circunstância dirigidas para a estratégia de fuga da onda de calor da próxima semana e para as férias dos próximos meses.

Para culminar este momento de alívio para o Governo de Montenegro, precocemente desgastado e em espírito de permanente pré-campanha eleitoral, a precária paz no conflito com o Irão, que Donald Trump tem de assegurar pelo menos até às eleições parlamentares americanas de novembro, tem como efeito imediato uma significativa redução dos preços dos combustíveis e um abrandamento das pressões inflacionistas. Tudo isto, claro, se Netanyahu e seus comparsas extremistas não borrarem a pintura…

Mas no meio desta placidez de estio precoce adensam-se as nuvens que prometem um rápido esgotamento do modelo de gestão política da economia seguido nos últimos dois anos, quando a credibilidade se esvai rapidamente por entre a apreensão dos eleitores moderados e a sofreguidão infinita dos........

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