Prémio Laranja Amarga para a confissão do fracasso de dois anos de emergência na Saúde
Parece que foi anteontem, mas foi já há dois anos, a 28 de maio de 2024, que com pompa e circunstância foi divulgado por Luís Montenegro e Ana Paula Martins o Plano de Emergência e Transformação da Saúde, cumprindo uma promessa de campanha eleitoral de apresentação ao fim de 60 dias de Governo, e que fora reiterada solenemente no debate de apresentação do programa do Governo Montenegro I.
Passados dois anos sobre a apresentação do guião de redenção para todos os problemas da saúde, a Assembleia da República tentou assinalar a data com um debate de balanço, mas, com uma arrogância bizarra para um Governo minoritário que depende em quase tudo do Parlamento, a ministra não apareceu, fazendo-se substituir por uma quase desconhecida Secretária de Estado.
Mas dia 3 de junho lá esteve na Assembleia, em audição regimental na comissão competente, com o bom sentido de oportunidade de ter os holofotes desviados para a greve geral que fechou centros de saúde e adiou as cirurgias programadas.
Ainda assim, teria sido difícil um exercício mais penoso de comprovação do fracasso e de dois anos de cega fuga em frente até ao colapso final.
Já em janeiro de 2024 o candidato Luís Montenegro, na Convenção por Portugal, anunciava que até final de 2025 acabaria com as listas de espera para consultas e cirurgias que excedessem o tempo máximo garantido, prometia médico de família para todos e dizia mesmo que seria assegurado ” o atendimento no próprio dia quando se trate de uma doença aguda”. Já então a obstetrícia e a pediatria eram proclamadas como áreas de intervenção prioritária.
A prestação de contas por Ana Paula Martins foi uma sessão de arrogância, ressabiamento injustificado e comprovação da limitada competência já demonstrada quando dirigiu o maior hospital do País, nos tempos........
