menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Uma grande potência sem protetorados. Opinião de António Caeiro

43 0
29.03.2026

Depois da intervenção militar dos EUA na Venezuela e no Irão, muitos comunistas chineses terão questionado a sua convicção acerca do “declínio da América”. Inversamente, parte do público ocidental deve ter concluído que, afinal, as estreitas relações económicas e políticas entre a China e aqueles países não constituíam um pacto de assistência mútua e, muito menos, uma aliança militar. “A China provou ser um amigo inútil para os seus aliados autoritários”, comentou o embaixador norte-americano Nicholas Burns, que esteve colocado em Pequim durante a Administração Biden.

Um conselheiro do governo chinês, o professor de Ciências Políticas Zheng Yongnian, defendeu que “a tradicional doutrina de não intervenção” do seu país “necessita urgentemente de reflexão e ajustamento”. A China devia “demonstrar a força e as políticas apropriadas a uma grande potência”, afirmou. Não são essas, contudo, as “prioridades” da liderança chinesa. Para Pequim, “as questões internas vêm em primeiro lugar”, escreveu Wang Zichen, vice-secretário geral do Center for China and Globalization, um think tank sediado na capital. “Por mais poderosa que a China se tenha tornado, continua preocupada com........

© Visão