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Futebol "made in China" continua fora de jogo. Opinião de António Caeiro

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19.06.2026

O “grande rejuvenescimento da nação chinesa” anunciado por Xi Jinping quando atingiu o topo do poder, em novembro de 2012, envolve também o futebol. Neste campo, o “sonho chinês” passa por três fases: qualificar-se para o Mundial, organizar um Mundial e sagrar-se campeão do mundo. É mais do que um sonho. Há 24 anos que a China não consegue qualificar-se para a fase final de um Mundial, ocupando hoje o 94º lugar no ranking da FIFA. Uma classificação imprópria para uma grande potência emergente, reconhecida como campeã da globalização.

Até 1992, o ano em que o Partido Comunista Chinês se converteu à “economia de mercado socialista”, os futebolistas eram assalariados da Comissão Estatal de Educação Física e Desporto, ganhando de acordo com a tabela em vigor na função pública. Quando iam jogar fora, viajavam de comboio, “como qualquer outro trabalhador”, e eram eles próprios que transportavam as bolas e o equipamento. Com a “reforma do futebol”, um jogador profissional passou a ganhar no mínimo 50 000 yuan por ano (cerca de 6500 euros) – 40 vezes mais do que o rendimento anual per capita nas zonas rurais, onde viviam dois terços da........

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