China-Rússia: Parceria "self-service"? Opinião de António Caeiro
“A União Soviética de hoje é a China de amanhã”, diziam os comunistas chineses no início da década de 1950. Setenta anos depois, provavelmente muitos russos gostariam que acontecesse o inverso. Embora o seu Presidente, Vladimir Putin, tenha proclamado na semana passada em Pequim que as relações entre os dois países atingiram “um alto nível sem precedentes”, no plano económico e tecnológico parecem bastante “assimétricas”. Aos olhos de muitos observadores – e contrariamente ao que os comunistas chineses sentiriam nos primeiros anos da sua governação –, será a Rússia que depende agora da China.
Cui Hongjian, o antigo diplomata que dirige o Centro de Estudos Europeus da Beiwai (Universidade de Estudos Internacionais de Pequim), prefere falar em “relação assimétrica e transversal de interdependência mútua”.
“Enquanto não houver uma resolução real nas relações EUA-China, a China continuará a depender da Rússia para a estabilidade estratégica e o equilíbrio militar”, disse ao jornal South China Morning Post.
Num recente seminário em Hong Kong, Wu Dahui, vice-diretor do Instituto de Investigação sobre a Rússia da........
