“Ficar deitado”, resistir como o bambu
Cerca de 12,7 milhões de novos licenciados – mais do que toda a população de Portugal! – saem este ano das universidades chinesas, aumentando a pressão sobre o mercado de trabalho. A situação não é propriamente animadora: excluindo os estudantes, em maio, a taxa de desemprego entre os jovens dos 16 aos 24 anos era de 15,6%, anunciou o Gabinete Nacional de Estatísticas da China. É uma descida de 0,7 pontos percentuais em relação ao mês anterior, mas continua a ser o triplo da média nacional (5,2%). Pior ainda, a melhoria não eliminará a disposição de muitos jovens para “ficarem deitados” (“tang ping”, em chinês), rejeitando a pressão social para se empenharem numa carreira profissional de sucesso.
Em vez de se dedicarem totalmente ao trabalho, o que em alguns casos significa sujeitarem-se ao regime “996” (das nove da manhã às nove da noite, seis dias por semana), os que optam por “ficar deitados” defendem um estilo de vida com mais tempo livre e maior satisfação pessoal. “Não comprem casa, não comprem automóvel, não se casem, não tenham filhos, não consumam”, proclama uma das mensagens mais conhecidas do........
