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O vento sempre foi grátis e o mundo finalmente está percebendo isso

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O vento sempre foi grátis e o mundo finalmente está percebendo isso

Em 1975, quando escolhemos começar a velejar, não estávamos apenas escolhendo um esporte. Estávamos escolhendo uma filosofia. Uma forma de viver e de se mover pelo mundo que dispensava combustível, dispensava dependência, dispensava a fumaça que envenenava o horizonte. O vento era, e sempre foi, gratuito, limpo e inesgotável.

Mais de 160 mil milhas náuticas percorridas ao redor da Terra. Quatro voltas ao globo ao sabor dos ventos. Cada milha dessas foi uma declaração silenciosa (e hoje, finalmente, audível) de que é possível explorar o planeta sem destruí-lo. Enquanto o mundo debatia combustíveis fósseis em salas com ar-condicionado, nós já víamos a resposta escrita no céu: o vento nunca faltou!

Há mais de 40 anos, quando finalmente trocamos a vida em terra firme por uma vida literalmente oceânica, iniciávamos nossas jornadas tendo o vento como nosso principal aliado, a fonte de energia que nos levaria (e até hoje vem nos levando) para os lugares mais remotos da Terra. Em 2013, construímos o veleiro Kat adotando mais fontes de energia renováveis: além da eólica, passamos a contar também com energia solar e hídrica.

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