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CPI do Crime dribla cúpula do Congresso e improvisa CPI do Master

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26.02.2026

Vinicius Torres Freire

Jornalista, foi secretário de Redação da Folha. É mestre em administração pública pela Universidade Harvard (EUA)

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CPI do Crime dribla cúpula do Congresso e improvisa CPI do Master

CPI dedicada mais a facções e milícias pode tirar outros crimes do armário, mas tem limite

A quarta teve ainda prisão para a gangue que matou Marielle e mais rolo com fintech e emendas

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Os senadores da CPI contra o Crime Organizado tentam improvisar uma CPI do Master, que vem sendo abafada pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), entre outros interessados graúdos no assunto. No mínimo, pode ser uma investigação parcial dos rolos do Master. Se bem-sucedida, pode enfraquecer o acordão para abafar o caso, que vem sofrendo derrotas. Se conseguir depoimentos e documentos relevantes, pode desmoralizar elos da cadeia do pacto de silêncio, que é político e tem conexões empresariais relevantes. Mas tem empecilhos —mais sobre isso mais adiante.

Nesta quarta, o colegiado votou a convocação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central quando o Master inflava e fintechs proliferavam, Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do governo das trevas (2019-2022), e de dois irmãos Dias Toffoli. O sigilo bancário, telefônico etc. da Maridt foi aberto —é a empresa em que os Toffoli eram sócios do fundo que era de um fundo de, se diz, de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro —sabe-se lá quem era dono de quê. Com algum trabalho e sorte, a CPI pode achar uma testemunha-bomba ou um documento venenoso.

De qualquer modo, tem aumentado o risco para a turma do acordão e envolvidos em geral. O presidente dessa CPI é o senador Fabiano Contarato (PT-ES); o relator é Alessando Vieira (MDB-SE). Os dois têm experiência profissional de policiais e costumam criar caso. A Polícia Federal, por sua vez, agora parece ter sido autorizada a investigar normalmente o rolo do banco de Daniel Vorcaro, por iniciativa de André Mendonça, o ministro do STF que substituiu Dias Toffoli na relatoria desse inquérito.

No entanto, a CPI contra o Crime Organizado tem ou pode ter limites formais de atuação, como por exemplo o "fato determinado" que justificou sua criação. Parece firula, mas esse argumento pode servir para que convocados e investigados peçam proteção judicial contra atos dessa CPI, para ficar em um exemplo só.

O objetivo dessa CPI é "... apurar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas ... em especial de facções e milícias, investigando-se o modus operandi de cada qual, as condições de instalação e desenvolvimento em cada região, bem como as respectivas estruturas de tomada de decisão, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate...".

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Por outro lado, o crime anda tão organizado e conectado que, ao se entrar por uma porta qualquer do armário bandido, é possível que se chegue ao mundo de Nárnia, fantástico, mas muito real, da bandalheira. É uma ciranda que vai de PCC e empresas do crime com combustíveis a "vossas excelências" da política, passando por fundos geridos pela Reag ou por fintechs da tecnologia financeira do crime.

Por falar em crime organizado e similares, esta quarta foi um dia cheio de notícias. Além das novidades do Master, foram condenados os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, uma gangue de políticos e policiais grileiros de terra, entre outros crimes, caso esclarecido graças à ação decisiva de Flávio Dino e de Lula 3. A Polícia Federal deu uma batida em mais uma fintech dedicada, segundo a acusação, a esconder dinheiro criminoso. A família de políticos Coelho foi alvo de batida da PF por causa de suspeita de desvio de emendas. Está difícil, muito difícil.

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