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Sofre com as dores da gastrite? A alimentação pode ajudar a evitá-las

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24.02.2026

Sofre com as dores da gastrite? A alimentação pode ajudar a evitá-las

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Você já sentiu dor ou queimação na chamada "boca do estômago"? Ou aquela sensação de peso depois de comer, talvez um enjoo frequente e estufamento abdominal? Eu recebo muito esse tipo de queixa no consultório. Muitos já chegam dizendo que têm gastrite, mas nem investigaram de fato se realmente existe o problema.

Então, vamos entender. A gastrite é uma inflamação da mucosa do estômago, que é a camada interna responsável por proteger o estômago do próprio ácido que ele produz, ácido esse que é liberado para digerir os alimentos. Se essa proteção, por algum motivo, fica fragilizada, o estômago "reclama" com sintomas como dor, queimação, náuseas e desconforto digestivo.

É importante dizer que nem todo mundo que apresenta esses sintomas está com gastrite. Por isso, a investigação é fundamental.

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Os motivos para essa barreira estar fragilizada são vários. Pode ser causada por infecções, como a bactéria Helicobacter pylori, que, quando iniciei meus atendimentos em 2007, era a causa mais comum. No entanto, de uns anos para cá, tenho visto um número maior de pessoas que chegam com gastrite por conta do estilo de vida.

A pessoa está em estresse constante, tem uma alimentação desorganizada, consome álcool toda semana, fuma e usa anti-inflamatório sem orientação médica para qualquer dor que sente. Sem contar o consumo excessivo de produtos ultraprocessados: praticamente toda refeição tem um alimento rico em corantes, aromatizantes, conservantes e/ou adoçantes artificiais. Esse padrão alimentar, quando mantido de forma constante, pode contribuir para a irritação da mucosa gástrica.

O que dificulta o diagnóstico é que cada pessoa apresenta um sintoma diferente. Algumas têm dor intensa; outras relatam apenas estufamento, náusea ou digestão lenta. E há ainda quem só descubra a gastrite ao realizar uma endoscopia por outro motivo.

Agora vamos para a boa notícia: na maioria dos casos, ajustes na alimentação e na rotina ajudam muito na recuperação do estômago.

O primeiro passo é reduzir alimentos que irritam ainda mais a mucosa. Frituras e refeições muito gordurosas costumam piorar os sintomas porque fazem o estômago demorar mais para esvaziar, aumentando o desconforto.

Aqui é importante fazer uma distinção: não é para retirar todas as gorduras da dieta. Estou falando de frituras, carnes muito gordurosas e preparações excessivamente oleosas. Gorduras naturais, como azeite, castanhas e abacate, costumam ser melhor toleradas quando consumidas com moderação.

Também é comum observar piora dos sintomas com bebidas muito ácidas, como refrigerantes, além do excesso de café, bebidas alcoólicas, pimenta e temperos industrializados.

Em algumas pessoas, até alimentos fermentados, sim, eu mesma falo em vários posts para vocês consumirem iogurte, kefir, kombucha, mas nesse contexto podem estimular uma maior produção de ácido e causar desconforto.

Outro ponto importante é observar a própria tolerância. Nem todo alimento incomoda todo mundo. Identificar o que piora os sintomas e fazer uma retirada temporária pode ajudar durante a fase de recuperação.

Ao mesmo tempo, existem alimentos que funcionam como aliados do estômago inflamado.

A aveia, especialmente na forma de mingau ou farelo hidratado, costuma ser bem tolerada e ajuda a formar uma espécie de proteção natural na mucosa, reduzindo a irritação provocada pelo ácido gástrico, como essa receita que eu já postei para vocês aqui.

O mamão papaia também costuma ser útil por facilitar a digestão e reduzir a sensação de estômago pesado ao longo do dia. Começar o dia com um suco de mamão pode ser uma boa pedida, como essa receita aqui.

O gengibre, quando usado com moderação, pode ajudar na digestão e no esvaziamento gástrico, diminuindo a sensação de estufamento. Eu costumo indicar colocar duas rodelas de gengibre na água e consumir cerca de 40 minutos após as refeições.

Também é possível utilizar algumas ervas na forma de chá, como espinheira-santa, alcaçuz, camomila, erva-doce, anis e hortelã, que são opções comuns para reduzir desconforto e gases. Apenas é importante evitar consumir o chá imediatamente após as refeições; o ideal é deixar um intervalo de cerca de 30 minutos.

Essa dica aparece em praticamente todos os meus posts, eu sei, mas é essencial: manter o corpo hidratado. Inclusive porque precisamos de uma boa hidratação para conseguir digerir adequadamente os alimentos.

Em alguns casos, suplementos podem ser utilizados para auxiliar na recuperação da mucosa do estômago, mas isso deve ser feito com orientação profissional, após avaliação individual.

Por fim, vale lembrar que gastrite não é apenas um problema alimentar. Estresse elevado, noites mal dormidas e rotina desorganizada também interferem diretamente na saúde digestiva. Sono adequado, atividade física moderada e momentos de descanso fazem parte do tratamento.

Quando os sintomas são frequentes, persistentes ou intensos, a avaliação médica é fundamental para uma investigação adequada e definição do tratamento correto.

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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