Carolina de Jesus, na década de 1960, viu os EUA como país racista e arbitrário
Jornalista e escritor, é autor de "Carolina, uma Biografia" e do romance "Toda Fúria"
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"Que mania arbitrária dos norte-americanos de se imiscuírem nos litígios dos outros povos." A frase é da escritora mineira Carolina Maria de Jesus, morta há mais de quatro décadas. Trazida ao contexto atual, serve, perfeitamente, para definir o clima beligerante dos Estados Unidos contra a Venezuela. Sob Donald Trump, o país invadiu, bombardeou e capturou à força no sábado (3) o ditador Nicolás Maduro e esposa, Cilia Flores.
A frase lapidar, escrita pela autora no calor da hora no contexto de uma ofensa racial contida numa entrevista de divulgação da tradução do seu livro "Quarto de Despejo" para o inglês, consta no prólogo da obra póstuma "Meu Sonho É Escrever", publicada pela Ciclo Contínuo Editorial.
Carolina, pouco afeita a diplomacias de qualquer ordem, especialmente nos idos de 1960, auge de sua maior fama literária, soltou o verbo contra os estadunidenses e o país, já........
