menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Carolina de Jesus, na década de 1960, viu os EUA como país racista e arbitrário

18 3
08.01.2026

Jornalista e escritor, é autor de "Carolina, uma Biografia" e do romance "Toda Fúria"

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

"Que mania arbitrária dos norte-americanos de se imiscuírem nos litígios dos outros povos." A frase é da escritora mineira Carolina Maria de Jesus, morta há mais de quatro décadas. Trazida ao contexto atual, serve, perfeitamente, para definir o clima beligerante dos Estados Unidos contra a Venezuela. Sob Donald Trump, o país invadiu, bombardeou e capturou à força no sábado (3) o ditador Nicolás Maduro e esposa, Cilia Flores.

A frase lapidar, escrita pela autora no calor da hora no contexto de uma ofensa racial contida numa entrevista de divulgação da tradução do seu livro "Quarto de Despejo" para o inglês, consta no prólogo da obra póstuma "Meu Sonho É Escrever", publicada pela Ciclo Contínuo Editorial.

Carolina, pouco afeita a diplomacias de qualquer ordem, especialmente nos idos de 1960, auge de sua maior fama literária, soltou o verbo contra os estadunidenses e o país, já........

© UOL