Vida a -50ºC, na cidade mais fria do mundo: saliva, carro e vodca congelam
63º27?N, 142º46?L
Oymyakon
Oymyakonsky, República de Sacka, Rússia
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Dá para contar a história de uma cidade por meio de seus monumentos e como a comunidade local se relaciona com eles. Aquela estátua equestre dedicada a um herói cuja reputação pode estar em debate? O busto de um político de antanho que ninguém mais sabe quem é?
Que tal o monumento em homenagem a determinado grupo étnico? Ou então a obra concebida por um artista local e cujo significado original se perdeu, pois o povo já lhe deu outro sentido? Todos ajudam a explicar as origens e o desenvolvimento de uma cidade.
Isso também se aplica a uma vila nos confins da Sibéria que oferece um conjunto único de monumentos. Tão únicos que fazem jus à fama do local: é a cidade mais fria do mundo.
Algumas localidades russas, mongóis e canadenses alegam ser o local habitado mais frio do mundo. Mas Oymyakon, na República de Sakha (também conhecida como Iacútia), é a que registrou a temperatura mais baixa da história.
O recorde está no "Guinness". No dia 6 de fevereiro de 1933, o termômetro nessa vila nos confins da Sibéria marcou -67,7ºC. Nunca um registro oficial foi tão baixo em um lugar fora da Antártida.
Então, o vilarejo, com uma população fixa estimada em 500 pessoas, foi condecorado com o título de local continuamente habitado mais frio do mundo. Ou seja, lugares que são abandonados no inverno não contam.
Só que não existe um monumento dedicado a esse marco. Então por que comecei a coluna de hoje falando de monumentos? Porque existe outro a respeito.
Na praça central da vila, um touro de concreto celebra o dia de 1924 em que os termômetros marcaram -71ºC. Porém, o registro não é considerado oficial e há dúvidas quanto à sua exatidão.
O que não é lá muito importante, no fim........
