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Capital da França no Congo: o papel pouco lembrado da África na 2ª Guerra

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06.04.2026

Capital da França no Congo: o papel pouco lembrado da África na 2ª Guerra

4º17'S, 15º15'LCasa De GaulleBrazzaville, Brazzaville, Congo

Para muito além dos protagonistas, a Segunda Guerra Mundial foi realmente "mundial". Ela afetou praticamente todos os cantos do planeta. Mais de cem países tiveram participação direta.

Muito disso se deve ao fato de que alguns dos principais envolvidos eram impérios coloniais. É o caso da França.

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Em 1939, o país vivia o auge de seu domínio territorial, controlando 13,5 milhões de quilômetros quadrados, a maioria na África e na Ásia. Em 1940, porém, a França estava de joelhos.

A ameaça nazista só crescia conforme a Alemanha conquistava a Tchecoslováquia, Polônia, Dinamarca, Noruega, Bélgica e Países Baixos no espaço de um ano. Havia a esperança de que os Estados Unidos entrassem no conflito para ajudar a frear Hitler.

Em vão. Em 14 de junho de 1940, os 700 mil habitantes que restavam em Paris (2 milhões já tinham fugido) acordaram com alto-falantes alemães anunciando o toque de recolher.

A bandeira da suástica foi pendurada no Arco do Triunfo. Soldados nazistas desfilaram nos Champs-Elysées "numa imitação deliberada da marcha da vitória francesa em novembro de 1918", escreveu o historiador britânico Martin Gilbert em "A Segunda Guerra Mundial".

A Batalha da França durou um mês e meio e envolveu mais de 3 milhões de pessoas em cada lado do front. Só que não foram apenas os franceses que lutaram para tentar evitar a queda da França.

Justamente por ser um império colonial, a França contou com cerca de 40 mil africanos na luta. É uma história pouco lembrada.

Os alemães cometeram crimes de guerra ao executar 3 mil desses soldados que haviam se rendido, após o fim da batalha. A propaganda nazista zombava dos prisioneiros africanos e ridicularizava o alto comando militar francês por usar homens negros em seus batalhões.

A França Livre (na África)

A França metropolitana estava perdida. Restava à resistência francesa, liderada por Charles De Gaulle, buscar refúgio fora da Europa continental.

O aliado Reino Unido era uma opção. Mas, pouco mais de dois meses depois, De Gaulle se organizou em dois de seus vastos territórios, Camarões e África Equatorial Francesa (AEF), federação que correspondia aos atuais Chade, Congo, Gabão e República Centro-Africana.

Foi essencial. "A África Francesa Livre conferiu credibilidade, legitimidade, mão de obra e recursos financeiros imediatos ao movimento de De Gaulle em seus primórdios, quando ele era mais frágil", escreveu o historiador canadense Eric Jennings em "Free French Africa in World War II" (África Francesa Livre na Segunda Guerra Mundial", sem edição........

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