'Novo Guga' aos 13, Boscardin destaca mental e vai a Roland Garros aos 23
'Novo Guga' aos 13, Boscardin destaca mental e vai a Roland Garros aos 23
Catarinense e apoiado por Gustavo Kuerten, Pedro Boscardin foi um juvenil de destaque. Quando tinha 13 anos, já havia quem o chamasse de 'novo Guga', um rótulo que pipocou aqui e ali para personagens diferentes nos últimos 25 anos. Não foi algo que afetou a trajetória do jovem, mas que teve seu peso quando uma lesão apareceu, e a caminhada saiu levemente dos trilhos.
Agora, aos 23, Boscardin teve confirmada sua vaga em Roland Garros. Atual número 222 do mundo, estará em um qualifying de slam pela primeira vez na carreira. Um prêmio para sua ascensão, que vem baseada em uma série de resultados consistentes. Este ano, alcançou pelo menos as quartas de final em seis torneios da série Challenger.
Em Campinas, no início do mês, fez uma semifinal, conquistando pontos valiosos para entrar na lista de Roland Garros. Foi lá, no mesmo dia em que Boscardin venceu as quartas, que conversamos sobre sua trajetória. O catarinense lembrou dos tempos de "novo Guga", contou a história de como uma lesão de tornozelo freou sua ascensão e destacou que foi uma evolução mental o principal elemento para o crescimento recente. Leiam abaixo a conversa.
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Com 13 anos, tinha jornal catarinense te chamando de "Novo Guga". Você teve apoio do Guga também, mas como é que era isso pra você na época? Eu lembro que havia uma expectativa enorme, e você sempre foi um juvenil de destaque, mas acha que houve expectativa demais?
Eu acho que na época foi tranquilo. Só que acho que com o passar do tempo, que é normal na transição do juvenil pro profissional, que tem umas derrapadas, foi ficando um peso um pouquinho maior. Eu via gente que eu jogava no juvenil indo melhor que eu, e eu queria estar nesse lugar. Enfim... aí, depois, foi pesando um pouco mais. Mas na época eu lembro que muita gente perguntava e, pra mim, era bem tranquilo. Obviamente, eu sabia que eu não era o Guga e ainda tinha que trabalhar muita coisa, mas era de boa, era bem tranquilo.
Sua família levava de boa também?
Sim. Bastante. Minha mãe, ela dá aula de tênis, então ela, sem forçar muito, sempre foi muito envolvida com isso. Mas a gente levava tranquilo até porque em nenhum momento a gente aumentou isso ou achou que eu era um fenômeno absurdo, que tinha que largar tudo pra jogar tênis. Eu sempre levei minha vida como um adolescente normal e, aos poucos, fui levando mais a sério pra virar tenista.
Você lembra quando foi o estalo do tipo "eu quero ser tenista, quero ser profissional"?
Cara, muito pequeno. Desde 12 anos, eu sabia que eu queria ser tenista. Eu até brinco assim que por eu ter ido muito bem no juvenil, eu achava até que ia ser um negócio um pouco mais fácil e que, pra mim, a lesão que eu tive no tornozelo, foi algo não fácil, mas foi algo natural. Eu nunca tinha caído, em nenhum momento. Nem no juvenil. Do tipo chegar a um ranking e depois cair. Nem no profissional. Estava em transição normal, subindo, e eu estava na época no meu melhor ranking. E tive a lesão. A partir dali, teve muita reviravolta, muita coisa. Eu voltei um pouquinho no ranking, quando voltei da lesão não tava na mesma - no mesmo nível. Aí parei de volta por causa do tornozelo e, daí sim, começou a vir bastante........
