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Guerra no Irã pode afetar alta na Bolsa e ajudar aplicações conservadoras

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06.03.2026

Guerra no Irã pode afetar alta na Bolsa e ajudar aplicações conservadoras

A guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã, caso se prolongue e se intensifique, pode enterrar as chances de a Bolsa brasileira continuar em alta.

Ao mesmo tempo, diversos investimentos conservadores podem ser beneficiados, como o Tesouro Selic, um dos títulos do Tesouro Direto.

Como a guerra afeta as Bolsas

Desde o primeiro ataque, em 28 de fevereiro, o dólar subiu 1,99%, passando de R$ 1,13 para R$ 5,23. No mesmo período, a Bolsa brasileira caiu 1,81%.

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Qualquer acontecimento que gere preocupação nos investidores internacionais tende a provocar uma alta do dólar e uma queda das Bolsas de Valores, especialmente a de países emergentes.

Isso ocorre porque os investidores temem pelas consequências que os conflitos podem ter sobre mercados menos maduros. Assim, eles vendem parte dos títulos mais arriscados (e isso inclui ações de empresas brasileiras) para aplicar em títulos do Tesouro americano.

Alta da Bolsa brasileira foi sustentada por estrangeiros

A forte alta da Bolsa brasileira nos últimos meses foi puxada, principalmente, pela chegada de investimentos estrangeiros.

Não foi consequência de alguma melhora na expectativa sobre a economia brasileira nem de resultados positivos das nossas empresas.

O movimento positivo resultou de um maior apetite dos investidores internacionais por mercados emergentes, depois que a Bolsa americana já havia subido demais e que o dólar estava se desvalorizando em relação à maior parte das moedas do mundo.

Com a mesma velocidade com que entrou, esse capital estrangeiro pode sair se os investidores acreditarem que o cenário dos emergentes mudou.

Dólar mais alto afetaria queda da Selic

Um eventual prolongamento da guerra, se afetar significativamente os fluxos de petróleo no mundo, pode reverter a trajetória de queda do dólar verificada desde 2025.

Caso isso ocorra, haverá uma pressão inflacionária: dólar mais caro gera aumento de preço de produtos importados.

É esperado que o Banco Central inicie, ainda em março, uma sequência de cortes na taxa básica de juros, a Selic. Com isso, aplicações pós-fixadas, como o Tesouro Selic e diversos CDBs, LCAs e LCIs, tendem a render menos.

No entanto, uma eventual pressão inflacionária pode fazer com que a onda de cortes na Selic acabe sendo mais curta ou mais lenta do que se espera. Consequentemente, a rentabilidade dos títulos pós-fixados também cairia menos.

Entenda como as mudanças no mercado e na economia afetam o seu bolso. Toda quinta

Quem está concentrado em investimentos pós-fixados ganha mais tempo para se preparar para a queda da Selic. Pode escolher com calma quais ativos comprar, entre aplicações prefixadas, indexadas à inflação ou mesmo investimentos de renda variável.

Já o investidor da Bolsa tem agora mais um motivo para ter cautela. O novo cenário aumenta o risco do mercado de ações e exige uma maior seletividade na escolha dos papéis.

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