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IA causa disputa de poder em Hollywood e Oscar pode virar palco do conflito

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26.02.2026

IA causa disputa de poder em Hollywood e Oscar pode virar palco do conflito

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Em Hollywood, o debate sobre IA deixou de ser técnico: passou a ser uma disputa por poder, autoria e remuneração.

O exemplo mais visível é James Cameron, um dos cineastas mais respeitados da história. Nos últimos 30 anos, todos os longas-metragens que dirigiu — apenas três, é verdade — concorreram ao Oscar de Melhor Filme. A sequência, porém, termina em 2026: "Avatar: Fogo e Cinzas" não está entre os dez indicados na categoria principal.

Sem colocar na mesa a qualidade dessas produções, algo certamente pesou na imagem de Cameron durante a temporada de premiações: declarações sobre o uso da inteligência artificial. Isso dá a dimensão de quão profundo — e polêmico — é atualmente esse debate na indústria do cinema.

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Tudo começou em 2024, com o diretor entrando no conselho de uma empresa chamada Stability AI — que promete criar efeitos visuais a partir de comandos em texto. Depois, em abril do ano passado, Cameron afirmou — em um podcast apresentado pelo diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth — que, com a IA generativa, seria possível diminuir o custo de filmes como "Duna" pela metade.

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"Isso não tem a ver com demitir metade da equipe no estúdio de efeitos", tentou relativizar. "Tem a ver com dobrar a velocidade de finalização para que o ritmo de entrega acelere e o ciclo de produção ganhe mais fluidez — permitindo que os artistas avancem para outros projetos interessantes, e depois para outros, e assim por diante."

A posição, ainda que cheia de ressalvas, pegou mal entre os pares, que também votam no Oscar. Diante da repercussão negativa e do risco de impacto em suas chances em premiações, James Cameron passou a atuar como uma forte voz contra a tecnologia. Em outubro, disse que "precisamos dos nossos artistas" e comparou o futuro da inteligência artificial com o da franquia "O Exterminador do Futuro", que ele criou.

Quando "Avatar: Fogo e Cinzas" foi lançado, em dezembro, veio com um aviso: nada de IA foi usada na produção, que teria custado entre US$ 350 e US$ 400 milhões (entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2 bilhões) — o que o coloca na lista dos mais caros longas-metragens da história.

Como vimos, não foi o suficiente. Nem tudo foi perdido, ao menos: o terceiro "Avatar" conquistou outras duas indicações ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas — de melhor figurino e, obviamente, efeitos........

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