BMW X3: como é versão mais 'barata' que conseguiu derrotar o poderoso XC60
BMW X3: como é versão mais 'barata' que conseguiu derrotar o poderoso XC60
No segmento de carros de luxo, a liderança atualmente é do X1, mas por muito tempo ele disputou esse posto com o Série 3, também da BMW (eventualmente, este ainda consegue ficar na frente).
Porém, quando olhamos para a categoria de SUVs médios premium, já fazia muito tempo que ninguém superava o Volvo XC60.
O modelo sempre se destacou pelo custo-benefício. Não é necessariamente o mais barato, mas costuma trazer superioridade em números e equipamentos por preço semelhante - como a tecnologia híbrida plug-in e os 462 cv de potência.
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Mas fevereiro pode indicar que esse cenário está prestes para mudar. Pela primeira vez, o XC60 foi derrotado no ranking de vendas. No segmento de SUVs médios premium, o primeiro colocado no mês passado foi o BMW X3.
O alemão teve 194 unidades vendidas em fevereiro, ante as 142 do Volvo, de acordo com dados da Jato Dynamics. Será que este foi um resultado ocasional, ou pode se tornar fato no segmento premium?
A nova geração do X3 foi lançada há exatamente um ano no Brasil, mas inicialmente apenas na versão M50, de seis-cilindros (R$ 645.950). Foi no fim de 2025 que a montadora começou a vender a opção de entrada, 30 xDrive M Sport, com quatro cilindros (2.0 turbo) de 258 cv.
Híbrido? Na verdade, tem só aquela bateria de 48V para um pequeno propulsor elétrico que não movimento rodas, mas ajuda a reduzir emissões. O preço é mais adequado à categoria, que inclui também carros como Audi Q5, Mercedes-Benz GLC e Lexus NX. São R$ 515.950.
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Foi após essa nova versão de entrada esquentar os motores que o X3 finalmente decolou no ranking de vendas. Ou seja: três meses após o lançamento. O modelo se destaca por trazer modernidade ao segmento, especialmente com sistemas de iluminação interior e exterior modernos e câmeras multivisão (fundamentais após os modelos chineses ganharem espaço no mercado).
O design nem agradou tanto assim. Há quem goste e há quem critique. Mas há o fato de ser BMW, e isso faz toda a diferença. É que a marca vem se destacando em vendas em todos os segmentos no País. E não é só sobre agradar o público, mas também sobre ter rede de concessionárias bem conceituada e uma fábrica para lá de produtiva em Santa Catarina.
Aliás, montar o X3 por lá é algo praticamente inevitável. Afinal, na geração anterior, os exemplares vendidos no mercado brasileiro eram feitos nessa planta. A BMW ainda não oficializou a nacionalização, no entanto.
Todos esses argumentos mostram que o resultado do X3 não é ocasional. Ele tem chances reais contra o XC60. Se não assumir a liderança, ao menos vai dar ao Volvo uma boa batalha, como este há muito tempo não via.
Sabe o que é mais impressionante no XC60? A capacidade do modelo de se manter em dia com o que há de melhor no universo premium mesmo estando há tantos anos no mercado. Com preços entre R$ 459.950 e R$ 539.950, a atual geração foi lançada em 2017 no Brasil.
Desde então, recebeu duas grandes mudanças. Entre elas, a introdução do sistema operacional Google (que, aliás, por enquanto só ele no segmento tem) e de câmeras 360 (mas sem visão 3D ou funções tão diversas quanto as do X3 e dos carros chineses).
Fora isso, traz acabamento bonito, sistema de som premium e tecnologias ADAS com funcionamento muito preciso - o semiautônomo de condução é o destaque. E é híbrido plug-in (coisa que X3, Q5 e GLC não são) de 462 cv, potência que supera até à da versão M50 do BMW.
Mas, sobre isso, o apelo parece não ser assim tão forte. Não mais. Enquanto a clientela das marcas chinesas está muito empolgada com a tecnologia híbrida plug-in, o nicho com maior poder aquisitivo já a conhece há muito tempo. E a impressão no mercado é de que, agora, já não faz tanta questão.
Aliás, há quem esteja até não querendo mais a tecnologia híbrida plug-in - que é ótima na cidade mas, na estrada, sem recarga do motor elétrico, acaba aumentando muito o consumo e, consequentemente, reduzindo demais a autonomia. Tanto que X3 e Q5 de nova geração não vieram com esse recurso - que já tiveram no passado.
Além disso, o visual externo do XC60 quase não mudou desde 2017, o que já o deixa um tanto cansado. O carro ainda é muito bonito e atual, mas já não garante nenhum status de exclusividade - afinal, dá para encontrar exemplares usados dos primeiros anos por menos de R$ 200 mil.
A verdade é que o XC60 já precisa de uma nova geração, mas esta ainda não tem perspectivas de ser lançada. Por enquanto, o Brasil receberá, ainda em 2026, o IX60, que é totalmente elétrico.
Mas com ou sem nova geração, as 142 unidades do XC60 são bastante atípicas. Podem indicar coisas como atraso de lote, algo bem comum todo início de ano para carros importados. A tendência é que ele volte a superar os 200 exemplares vendidos por mês. Mas, agora, com uma chance imensa de ter o X3 em sua cola.
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