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A oportunidade de Fachin: mostrar que ninguém é maior que o Supremo

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05.09.2026

A oportunidade de Fachin: mostrar que ninguém é maior que o Supremo

Não gostaria de estar na cadeira do ministro Edson Fachin neste momento.

O Supremo Tribunal Federal atravessa uma crise delicada. Os desdobramentos do caso Banco Master colocaram Alexandre de Moraes no centro de questionamentos e, nos últimos dias, André Mendonça também passou a ser alvo de acusações feitas pelo próprio Moraes.

Não sou jurista e não pretendo dizer quem tem razão. Quando escrevo estas linhas, há fatos sendo analisados, versões conflitantes e decisões ainda por vir. Quando este artigo chegar ao leitor, talvez já existam novos capítulos.

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Passei boa parte da minha vida liderando organizações e, olhando para o que está acontecendo sob essa perspectiva, vejo uma enorme oportunidade de liderança para Fachin. Ele não escolheu esta crise, mas pode ajudar a definir como o Supremo sairá dela.

Nos últimos anos, o Brasil se acostumou a discutir suas instituições quase como se discutisse futebol. Temos políticos de estimação e parece que passamos a ter também juízes de estimação. Quando uma investigação atinge alguém de quem não gostamos, queremos que se investigue tudo. Quando os questionamentos chegam perto de alguém com quem simpatizamos, encontramos razões para explicar por que talvez seja melhor ter cautela.

A régua não pode mudar de acordo com o nome. Investigar não é condenar.

Ouvi com atenção uma entrevista do ex-ministro Marco Aurélio Mello, que passou mais de três décadas no Supremo. Ele defendeu "temperança", sem presumir culpabilidade e garantindo direito de defesa. Mas também afirmou que não se pode simplesmente fechar os olhos para aquilo que veio........

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