Enquanto famílias enfrentam emergências climáticas, moradia segue fora da agenda social
Espaço de debate para temas emergentes da agenda socioambiental
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Diretora de Relações Institucionais e Incidência da TETO Brasil
O Brasil discute inclusão produtiva, educação, clima, juventudes e inovação. Mas evita, de forma quase sistemática, falar sobre o que torna qualquer outra política possível: um lugar digno para viver.
Nas últimas semanas, os novos dados do Bisc (Benchmarking do Investimento Social Corporativo) de 2025 e do Censo Gife (2024-2025) confirmaram aquilo que quem trabalha diariamente nos territórios já sabe: moradia e habitação seguem entre as áreas menos financiadas pelo investimento social privado, aparecendo apenas como tema residual.
Enquanto isso, quase metade das organizações atua em territórios vulnerabilizados —favelas, periferias, ocupações— sem reconhecer que ali o problema estruturante que atravessa todos os outros é justamente a ausência de políticas habitacionais. É um paradoxo doloroso: atuamos onde a violação é mais profunda, mas evitamos encarar as suas causas mais gritantes.
Há tempos que escrevo que a crise climática no Brasil não é um debate abstrato: ela chega pela porta da frente, ou pior, pela porta e pelo teto. Nas © UOL
