Genocídio palestino: todos ainda dirão que se portaram como Sally Rooney
Genocídio palestino: todos ainda dirão que se portaram como Sally Rooney
Os livros da irlandesa Sally Rooney não serão mais vendidos no Reino Unido. A autora tinha prometido doar seus ganhos com direitos autorais para a Palestine Action, grupo tratado como terrorista pelo governo britânico por conta de suas manifestações em favor da Palestina. A justiça decidiu que a escritora não poderia receber pelos seus livros caso levasse a ideia adiante.
A editora considerou estapafúrdia a possibilidade de vender os livros de Sally sem remunerá-la por isso. Com a perseguição, resolveram dar as costas para os britânicos. Não é pouca coisa. Uma das principais escritoras contemporâneas da língua inglesa, autora de romances como "Pessoas Normais" e "Intermezzo" (Cia das Letras, tradução de Débora Landsberg), agora não estará mais nas livrarias de um dos mercados mais fortes do mundo.
Não houve pressão judicial ou comercial que fizesse com que Sally Rooney abrisse mão de estar do lado palestino da história. Um dia, todos dirão ter se portado como a escritora diante de um dos episódios mais deprimentes dos nossos dias. O que me leva a um livro lançado neste ano no Brasil.
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