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Estudo mapeia áreas prioritárias para vacinar micos-leões-dourados

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05.09.2026

Estudo mapeia áreas prioritárias para vacinar micos-leões-dourados

A cerca de duas horas de carro do aeroporto do Rio de Janeiro, um parque dedicado ao mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) oferece visitas guiadas pela Mata Atlântica. Com sorte, o visitante pode avistar a pelagem laranja vibrante de um dos moradores mais famosos da região.

Esse pequeno primata, classificado como "em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), quase desapareceu na década de 1970 e hoje está restrito a florestas fragmentadas no estado do Rio de Janeiro, que representam cerca de 2% de sua área de ocorrência original, segundo a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD).

Esse delicado equilíbrio esteve gravemente ameaçado entre 2017 e 2019, quando um surto de febre amarela no estado do Rio de Janeiro quase dizimou a população de micos-leões-dourados. Dados censitários revelam que, entre 2014 e 2018, o número de micos caiu cerca de 30%, para aproximadamente 2.500 indivíduos.

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No entanto, os micos-leões-dourados tiveram uma recuperação expressiva e chegaram a cerca de 4.800 indivíduos, segundo um censo de 2023.

Para se preparar melhor para um possível novo surto, pesquisadores avaliaram como diferentes fatores da paisagem estiveram associados à mortalidade dos micos. O estudo identificou áreas de maior risco de transmissão, que podem orientar a vacinação dos animais em futuros surtos.

Os pesquisadores compararam a sobrevivência de 145 micos monitorados entre 2014 e 2016, antes do surto de febre amarela, com a de 155 indivíduos acompanhados entre 2017........

© UOL