Eleita com ameaças à China, Takaichi terá como inimiga a economia japonesa
Pouco antes de começar a breve e vitoriosa campanha no Japão, um observador japonês comentou comigo que a primeira-ministra Sanae Takaichi era vista no país como vítima da China, não algoz. O inimigo externo eleitoral havia sido estabelecido por ela em novembro, quando ameaçou atacar as forças chinesas caso ocupassem Taiwan. A ilha foi colônia japonesa por 50 anos, até a derrota na Segunda Guerra.
O reforço na narrativa veio em dezembro, quando um assessor direto dela falou ao Asahi Shimbun e outros veículos, pedindo anonimato, que o Japão deveria desenvolver armas nucleares —contra a China. Pequim passou a desestimular viagens de turismo ao país. Em poucos meses de governo minoritário, o militarismo de Takaichi se provou popular o bastante para ela convocar eleições às pressas.
O número três do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, Elbridge Colby, autor das recentes "estratégias" de segurança e defesa, visitou Tóquio dias atrás. Não foi divulgado se elogiou o balão de ensaio atômico, apenas que suas conversas se concentraram na "urgência dos esforços do Japão para aprimorar rapidamente suas capacidades a fim de fortalecer materialmente a dissuasão na região".
Sakamoto
Julgamento........
