Fictor não tinha capacidade de comprar Master, conclui BC
Fictor não tinha capacidade de comprar Master, conclui BC
O Grupo Fictor —alvo de operação nesta quarta-feira— não tinha capacidade real de comprar o Banco Master em 2025, concluiu uma nota técnica do Banco Central.
Em 17 de novembro, às 22h55, logo após Daniel Vorcaro, dono do Master, ser preso no Aeroporto de Guarulhos antes de embarcar para Dubai, a proposta foi apresentada formalmente ao Banco Central, prevendo um investimento de R$ 3 bilhões.
A PF suspeita de que a proposta tenha sido fictícia, com o intuito de barrar medidas contra o banco e o próprio Vorcaro. Naquele dia, ele anunciou ao mercado que venderia o Master a investidores árabes.
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A proposta ao Banco Central foi protocolada pela RPR Capital S.A., empresa que seria a compradora formal do banco. Os três sócios da RPR que passariam a controlar o Master eram Luiz Phillippe Gomes Rubini, Rafael Paixão Ferreira Giuseppe e Rafael Ribeiro Leite de Gois.
A Titan Capital Holding, offshore de Vorcaro nas Ilhas Caymann suspeita de ter sido usada para desviar dinheiro do banco, seria rebatizada de Fictor Capital Holding como parte da transação, segundo a proposta.
É dela que sairia o dinheiro para a compra, embora os investidores estrangeiros não tenham sido citados na proposta.
Questionado à época sobre a ausência dos investidores na proposta que enviou ao BC, Vorcaro disse a investigadores que, na realidade, a viagem serviria para fechar o negócio, que ainda não estava sacramentado no papel.
Em dezembro, a Fictor informou ao UOL que as empresas Royal Capital, de Abu Dhabi, e Bank Patronus, dos Emirados Árabes, investiriam no banco. As firmas foram procuradas para comentar, mas não responderam.
A Fictor e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro também não responderam até a publicação desta reportagem.
"O pleito não apresentava características indicativas de aprovação", diz a nota.
"Como já foi mencionado, os termos do contrato apresentado são genéricos e a operação em si partia de pré-condições que, a despeito de sua relevância, permaneceram no campo meramente especulativo", afirma o texto.
Além disso, não havia "sequer mínimos indícios de viabilidade de sua concretização —situação inadmissível para um conglomerado que atravessava aguda e crônica crise de liquidez, com forte dependência de aportes financeiros do Fundo Garantidor de Créditos para cumprir suas obrigações cotidianas".
Premissas sem evidência
O BC apontou que o contrato dependia de condições que "permaneceram no campo meramente especulativo, sem sequer mínimos indícios de viabilidade de sua concretização". Entre elas, estavam a capitalização de R$ 3 bilhões por Vorcaro e um aporte adicional de R$ 3 bilhões por investidores institucionais.
O problema, segundo a nota, é que o contrato se referia apenas a "investidores estrangeiros" ou "investidores institucionais", de forma genérica, sem identificar quem seriam, qual sua capacidade financeira ou se havia qualquer sinalização concreta de interesse.
O BC avaliou a proposta como inadequada para um banco em "aguda e crônica crise de liquidez", que dependia de aportes do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) para cumprir obrigações cotidianas.
Documentação irregular
Além das premissas frágeis, a equipe técnica do BC identificou falhas formais no processo: falta do recibo de entrega do imposto de renda de um dos sócios da RPR; declaração de origem lícita de recursos assinada pelo vendedor, Vorcaro, quando deveria ter sido assinada pelos compradores, e ausência de informação sobre a eleição de pelo menos um diretor.
A RPR declarou desistência antes mesmo de o BC concluir a análise, após a publicação dos decretos de liquidação extrajudicial e do Raet (Regime de Administração Especial Temporária) do grupo Master, em dezembro de 2025. O pleito foi arquivado em 19 de dezembro.
Sócio reprovado em outra operação
Paralelamente, o BC analisava outro pedido de um dos sócios da RPR, Luiz Phillippe Gomes Rubini. Ele tentava adquirir o Banco Porto Real de Investimentos, uma operação bem menor, de R$ 60 milhões.
Esse pedido foi indeferido pela diretoria colegiada do BC em 16 de dezembro de 2025, por falta de comprovação de capacidade econômico-financeira.
O BC constatou que parte do patrimônio apresentado por Rubini estava alocada em um fundo de investimento cujas demonstrações financeiras tinham "ressalvas relevantes" —inclusive com registro de um auditor independente de que não era possível assegurar a ausência de distorções.
O BC informou ao TCU (Tribunal de Contas da União), a quem a nota técnica foi endereçada, que já tinha conhecimento da fragilidade patrimonial de Rubini quando a proposta para o Master foi apresentada.
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Alguém pode me responder onde foram parar as CPIs do INSS e Crime Organizado? Poxa, foi só PF chegar no Sistema Financeiro (Faria Lima), que o assunto morreu! Será que foi porque eles deram um dos seus, o Vorcaro? Nem a dona do Palmeiras foi ouvida na CPI!
Nicole voa com vorcaro. Carlos Viana seus negócios na empresa lagoinha,brindando Valadao,Flávio e sua secretária advogada. Mendonça nem tchum no seu contrato de palestras com Banco Master. Campos neto de boa. Cássio Nunes e filhio seus negocios . E nvte o foco é Lulinha. A imprenssa quer queimar o governo. E o bozo vivo ou morto?
Geraldo Pedro Leonardi
Nem com a assessoria do Lulinha?? kk
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