CVM considerou inverossímil denúncia anônima do esquema do Master em 2022
CVM considerou inverossímil denúncia anônima do esquema do Master em 2022
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) recebeu em fevereiro de 2022 uma denúncia anônima que descrevia o esquema de manipulação do balanço do Banco Master, mas considerou o relato inverossímil e arquivou o caso.
"Essa conta vai ser paga pelo FGC", dizia a denúncia. "Hoje todo mundo conhece o tal do Banco Master, sede Faria Lima, jatinho, helicópteros e todos os dias páginas inteiras nos jornais e internet com atriz famosa e frase bonita que diz muito e não fala nada."
O caso está sendo investigado internamente como um exemplo de procedimento que deve ser repensado após o escândalo financeiro.
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O relato dizia que ativos podres estavam sendo usados para desviar dinheiro do banco, com o uso de fundos de investimento, e previa que o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) teria de pagar a conta.
O relato chegou à CVM por encaminhamento do próprio FGC, que o havia recebido do Sindicato dos Bancários de São Paulo —procurado sobre quais outras providências foram tomadas no caso, o FGC não respondeu.
Três anos e nove meses depois, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master, gerando um gasto de R$ 57 bilhões ao fundo.
Denúncia previa rombo e manipulação
O texto anônimo dizia também que, naquele momento, o banco preparava "mais um balanço fajuto que será discretamente engolido pelo Bacen [Banco Central]".
"De quase R$ 5 bi de captação garantida pelo FGC, mais de R$ 3 bi........
