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Para base MAGA, príncipe herdeiro do Irã critica possível acordo de Trump

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28.03.2026

Para base MAGA, príncipe herdeiro do Irã critica possível acordo de Trump

Diante de milhares de apoiadores do presidente Donald Trump, o príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, criticou a possibilidade de os EUA fecharem um acordo com a República Islâmica para encerrar o conflito, que completa um mês hoje. "Eles não são pragmáticos, são bandidos. Não são negociadores, são agentes do caos", disse Pahlavi, no palco da CPAC, a maior conferência conservadora do mundo.

É a primeira vez em uma década que Trump não comparece para discursar no evento, que congrega a base MAGA ("Make America Great Again", ou "Faça a América Grande Outra Vez"), que o catapultou na política. A Casa Branca justificou a ausência do presidente citando seus compromissos no manejo do conflito, entre outros "assuntos críticos". Formado por apoiadores leais de Trump e convictos isolacionistas, o grupo MAGA demonstrava confusão diante da guerra no Oriente Médio lançada por Trump. Ontem, no mesmo palco em que Reza Pahlavi conclamou os EUA a "seguirem com o curso da guerra", o ideólogo do movimento MAGA, Steve Bannon, criticou a possibilidade de que soldados dos EUA sejam enviados para o combate em território iraniano, algo que está em estudo por Trump.

"Vocês [plateia da CPAC] têm que estar convencidos de que esta é a coisa certa a fazer, particularmente agora que estamos às vésperas da potencial inserção de tropas de combate americanas", disse Bannon, criticando a falta de informações do governo sobre a guerra. "Seus filhos, filhas, netas e netos poderiam estar na Ilha de Kharg ou numa praia lá perto do Estreito de Ormuz", disse Bannon, em referência à passagem marítima, por onde escoa 20% da produção mundial de petróleo, fechada pelos iranianos durante o conflito.

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