Para base MAGA, príncipe herdeiro do Irã critica possível acordo de Trump
Para base MAGA, príncipe herdeiro do Irã critica possível acordo de Trump
Diante de milhares de apoiadores do presidente Donald Trump, o príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, criticou a possibilidade de os EUA fecharem um acordo com a República Islâmica para encerrar o conflito, que completa um mês hoje. "Eles não são pragmáticos, são bandidos. Não são negociadores, são agentes do caos", disse Pahlavi, no palco da CPAC, a maior conferência conservadora do mundo.
É a primeira vez em uma década que Trump não comparece para discursar no evento, que congrega a base MAGA ("Make America Great Again", ou "Faça a América Grande Outra Vez"), que o catapultou na política. A Casa Branca justificou a ausência do presidente citando seus compromissos no manejo do conflito, entre outros "assuntos críticos". Formado por apoiadores leais de Trump e convictos isolacionistas, o grupo MAGA demonstrava confusão diante da guerra no Oriente Médio lançada por Trump. Ontem, no mesmo palco em que Reza Pahlavi conclamou os EUA a "seguirem com o curso da guerra", o ideólogo do movimento MAGA, Steve Bannon, criticou a possibilidade de que soldados dos EUA sejam enviados para o combate em território iraniano, algo que está em estudo por Trump.
"Vocês [plateia da CPAC] têm que estar convencidos de que esta é a coisa certa a fazer, particularmente agora que estamos às vésperas da potencial inserção de tropas de combate americanas", disse Bannon, criticando a falta de informações do governo sobre a guerra. "Seus filhos, filhas, netas e netos poderiam estar na Ilha de Kharg ou numa praia lá perto do Estreito de Ormuz", disse Bannon, em referência à passagem marítima, por onde escoa 20% da produção mundial de petróleo, fechada pelos iranianos durante o conflito.
João Paulo CharleauxO primeiro revés ao........
