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O peso de Olavo de Carvalho em um bolsonarismo sob Flávio

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17.10.2026

O peso de Olavo de Carvalho em um bolsonarismo sob Flávio

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Menos de uma semana após o primeiro turno da eleição, na qual o presidente Lula chegou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), um abatido assessor do líder petista admitiu, reservadamente, que vinha lendo as obras completas de Olavo de Carvalho. "No original", disse, piadista, a guisa de grau de esforço. O servidor do Planalto queria entender a mente que se tornara referência ideológica para o bolsonarismo há cerca de uma década.

O escritor, astrólogo, influencer digital e autoproclamado filósofo Olavo de Carvalho morreu em 2022, na Virginia (EUA), onde viveu por mais de uma década. Antes disso, porém, ele deixou um séquito de milhares de alunos formados em suas premissas de guerra cultural, combate ao marxismo cultural, crítica ao que chamava de globalismo, ao socialismo, ao impacto do Estado na liberdade de iniciativa individual, ao mesmo tempo em que não abraçava o Estado Mínimo e criticava os oligarcas do capitalismo. Conservador e reacionário, era também um negacionista das mudanças climáticas, um expoente antivacina e um cético de várias descobertas científicas, como a conexão entre o tabagismo e o câncer de pulmão.

Em janeiro de 2019, o peso de Olavo de Carvalho na composição do governo Jair Bolsonaro era comparável a dos militares e dos ruralistas, e superava o peso da bancada evangélica, que tinha sido crucial na vitória eleitoral do ex-capitão e a quem coubera apenas a pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos.

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