Aliados de Lula apostam em desgaste de Flávio com início de campanha
Aliados de Lula apostam em desgaste de Flávio com início de campanha
Aliados de Lula (PT) dizem que, apesar de as pesquisas mostrarem o crescimento da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), o senador vai desidratar ao longo da campanha e ver sua rejeição aumentar. O raciocínio leva em conta o escrutínio público pelo qual um presidenciável passa durante uma campanha eleitoral.
Uma leitura comum entre governistas é que o cenário eleitoral foi antecipado por causa dos escândalos do banco Master e do INSS e pela projeção que Flávio ganhou com o anúncio de sua candidatura, em dezembro.
"O Flávio nem começou a apanhar", resume um auxiliar do presidente.
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A expectativa é que a reação ao crescimento de Flávio comece a partir de abril, quando os palanques estaduais vão estar mais desenhados — depois do período da janela partidária e do prazo para desincompatibilização dos cargos.
Mais de 6 meses para a eleição
A expressão "a campanha nem começou" é repetida em conversas com aliados do petista.
Eles afirmam que o presidente, o governo e o PT precisam voltar para o combate e reagir ao crescimento de Flávio nas pesquisas, mas ressaltam que ainda faltam quase sete meses para o pleito —o primeiro turno está marcado para 4 de outubro e, portanto, muita coisa vai acontecer até lá.
Neste momento, dizem, o foco é costurar os palanques estaduais e preparar uma campanha propositiva, para que Lula possa mostrar ao eleitor uma agenda de futuro, com propostas viáveis.
Depois, as ações de Flávio vão entrar na mira. O eleitor será lembrado, por exemplo, dos escândalos da rachadinha e da loja de chocolates.
A aposta é que o efeito do caso do Master vai recair muito mais sobre a campanha de Flávio do que sobre a de Lula, uma vez que o banqueiro Daniel Vorcaro tinha conexões com o centrão e com bolsonaristas. Sobre os desvios no INSS, os petistas repetem que o esquema começou na gestão Jair Bolsonaro e foi investigado no governo Lula.
Flávio, por outro lado, vai insistir nas relações do PT da Bahia com Vorcaro e de Lulinha com o Careca do INSS.
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