Orforgliprona: o remédio para diabetes e obesidade que venceu a semaglutida
Orforgliprona: o remédio para diabetes e obesidade que venceu a semaglutida
O nome, cheio de "r", parece um trava-línguas: or-for-gli-pro-na. Mas, a julgar pelos resultados espetaculares no controle da glicemia e na perda de peso divulgados em um estudo ainda fresquinho nas páginas da revista científica The Lancet, a orforgliprona logo cairá na boca do povo. Aliás, na boca, literalmente, de pessoas com diabetes tipo 2 e obesidade, porque estamos falando de um comprimido diário.
A farmacêutica Lilly, que desenvolveu a molécula em parceria com a Chugai, uma das principais empresas do setor no Japão, já submeteu o remédio para aprovação em agências regulatórias, como a nossa Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e sua equivalente nos Estados Unidos, a FDA (Food And Drug Administration).
E por que todo o auê diante do ACHIEVE-3, como é chamado o estudo recém-publicado? Porque ele não é simplesmente um ensaio clínico de fase 3, aquela etapa em que se pode bater o martelo, afirmando que uma droga está apta a chegar nas farmácias porque é segura e eficaz. Mais do que isso, o ACHIEVE-3 é um duelo entre dois tratamentos, ou melhor, um estudo cabeça a cabeça, como se diz no jargão dos pesquisadores.
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A novidade, que é a orforgliprona, foi comparada com a consagrada semaglutida oral. "Queríamos saber se os seus resultados não eram iguais, nem inferiores ao que já existia de melhor e comprovado em matéria de agonista do GLP-1 oral", conta o doutor Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly no país.
Duas vantagens de largada
Se a novidade se mostrasse inferior, iria provavelmente parar na gaveta da ciência. Se fosse igual à semaglutida na forma de comprimido, talvez tivesse o mesmo destino, porque, então, seria como trocar alhos por........
