Cerca de 80% dos casos de Alzheimer no Brasil não são diagnosticados
Cerca de 80% dos casos de Alzheimer no Brasil não são diagnosticados
A lei nº 14.878/2024, que instituiu a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Doença de Alzheimer e Outras Demências, completou dois anos em junho. Entre vários pontos importantes, ela propõe capacitar profissionais de saúde para identificar depressa os sintomas iniciais de perda cognitiva.
O tamanho desse desafio ficou claro agora: um atlas com dados do mundo inteiro, realizado pela Associação Internacional de Alzheimer, mostra que, no mínimo, precisamos acelerar o passo para que as promessas em cada linha dessa política saiam do papel, onde parecem ter caído no esquecimento.
Vale contar que a elaboração desse atlas foi um esforço hercúleo, que envolveu colher informações de registros nacionais, da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de diversas entidades internacionais.
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Aliás, todos os indicadores apresentados mostram suas fontes originais com total transparência. Para ajustar tudo, a literatura científica disponível também foi minuciosamente estudada e um detalhe fez diferença: o conteúdo foi revisado por cientistas locais, os maiores especialistas nessa doença neurodegenerativa de cada país.
Enfim, o Atlas da Doença de Alzheimer resulta em um trabalho cientificamente confiável e não dá, portanto, para negar o dado estarrecedor que ele traz: 80% dos casos de demência no nosso país permanecem sem diagnóstico. É uma média.
No Norte do país, quase todos, ou 95% dos indivíduos com Alzheimer e outras demências, não são diagnosticados. A diferença é apontada como regional, mas nas entrelinhas esconde um abismo social que não se torna intransponível apenas na hora da suspeita em consultório.
É para tirar da cabeça a tal da 'demência senil'
O Atlas também revela que, no Brasil, em 40% das consultas iniciais, os médicos ignoraram sinais como dificuldade para encontrar palavras, mudanças sutis no humor, esquecimento........
