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Câncer de pulmão: radônio, uma ameaça que o Brasil não conhece o tamanho

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24.06.2026

Câncer de pulmão: radônio, uma ameaça que o Brasil não conhece o tamanho

Desde que o mundo é mundo, a crosta terrestre exala um gás nobre e radioativo, que a gente pode inspirar sem sentir nada de diferente no ar, porque ele não cheira a coisa alguma. É o radônio. Não está em todo canto, mas onde o solo é rico em urânio.

Nas ruas por onde passamos ele se dispersa com uma baita facilidade. Menos mal. O problema são os ambientes fechados, casas e locais de trabalho onde, querendo ou não, a gente tende a ficar a maior parte do tempo. Nesses locais, sem saída, formando bolsões invisíveis entre quatro paredes, o radônio concentrado entra pelo nosso nariz a todo instante e, alcançando os pulmões, faz um estrago. Esse estrago tem nome: câncer.

A história é velha conhecida. Tanto que, em alguns lugares nos Estados Unidos, não se pode erguer, reformar, nem vender um imóvel sem dosar esse gás para, se for o caso, lançar mão de certas medidas. Elas podem incluir a instalação de tubos sob a laje, ligados a um sistema que suga o gás vindo da terra para lançá-lo ao ar livre antes que ele se aproveite, literalmente, de qualquer ínfima brecha ou rachadura para entrar em casa. Existem, ainda, tecnologias que trocam ininterruptamente o ar de dentro de um edifício pelo ar de fora, expulsando o radônio do interior. Ele nunca vai embora de vez, mas a estratégia o mantém em níveis mais seguros.

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Se esses níveis superam 148 Bq/m³, ou becquerels por metro cúbico — o becquerel é uma unidade de medida de radiação encontrada no ar —, a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) sugere que ninguém trabalhe no subsolo, quando se trata de uma empresa, por exemplo.

Na Europa, é parecido. Por lá, alguns países ainda toleram 300 Bq/m³, mas o Código Europeu para a Prevenção do Câncer já recomenda que o nível máximo seja três vezes menor que isso.

No entanto, na nossa versão do documento,........

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