Corinthians pega grupo fácil na Libertadores e deveria tentar aproveitar
Corinthians pega grupo fácil na Libertadores e deveria tentar aproveitar
O grupo do Corinthians é muito mais fácil do que parece na Copa Libertadores da América. O do Fluminense é o contrário, mais difícil do que os nomes podem indicar. Depois do sorteio da fase de grupos, os dois paulistas da capital são os que mais podem comemorar. Os cariocas tiveram sorte "média". E Cruzeiro e Mirassol se deram mal no sorteio.
Tem muita gente ironizando o grupo do Palmeiras, que, de fato, não é nada demais. Mas o do Corinthians é mais tranquilo. Considerando a dificuldade que o time de Dorival Jr (ou deveríamos dizer "os times de Dorival Jr"?) tem nos pontos corridos, a prioridade deveria ser fazer 18 pontos na fase de grupos da Libertadores e garantir o direito de jogar em Itaquera a segunda partida de todos os duelos de mata-mata.
O Peñarol está muito, muito longe de ser aquele clube pentacampeão da América - o último título veio quase 40 anos atrás, a última final, 15. Depois daquela derrota para o Santos de Neymar, em 2011, foram nove eliminações seguidas em fases de grupos até o "repique", que foi a semifinal de dois anos atrás (levou 5 do Botafogo).
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O Platense, argentino do grupo do Corinthians, é um time pequenino que conseguiu um título surreal do Apertura argentino em 2025, um torneio que é disputado em mata-mata, com jogos únicos. O Santa Fé é um grande da Colômbia, mas que neste momento está em 12o lugar no campeonato local. Foi campeão do Apertura no ano passado quebrando um jejum de quase uma década, é verdade. Quem ganhou o Clausura, no segundo semestre, foi o Junior Barranquilla, que está no G8 da liga atual e que caiu no grupo do Palmeiras.
O grupo Palmeiras tem também o Cerro Porteño, atual campeão paraguaio e vice-líder do Apertura 2026, e o Sporting Cristal, um grande do Peru. Não vive bom momento, é verdade, mas lota estádio.
Os dois paulistas deveriam tentar a campanha 100%. O Palmeiras, sabemos que chegará perto de fazê-lo, E o Corinthians, terá ambição suficiente?
O outro paulista, o Mirassol, deu um pouco de azar e terá de subir duas vezes as montanhas do continente, para jogar em Quito contra a forte LDU e para o estádio de El Alto, a 4100 metros, para pegar o Always Ready, campeão da Bolívia. Também tem o Lanús, campeão da Sul-Americana e da Recopa, em cima do Flamengo. O Mirassol precisa tomar cuidado com essa Libertadores, de logística e jogos difíceis, em meio a uma Série A em que a permanência é o grande objetivo.
Pior que a vida do Mirassol, só a do Cruzeiro, que está em um grupo com três equipes grandes do continente. O Boca Juniors, a Universidad Católica do Chile e o Barcelona de Guayaquil, algoz do Botafogo na pré-Libertadores. No momento atual do Cruzeiro, dá para imaginar uma eliminação precoce. Mas a esperança reside na chegada de Arthur Jorge, que dois anos depois estreou justamente em uma Libertadores e levou o Botafogo ao título.
Entre os cariocas, o Flamengo terá pela frente o Estudiantes, a quem precisou eliminar nos pênaltis na última Libertadores. Terá de subir a montanha para jogar em Cuzco, no Peru, e pega o Independiente de Medellín, que está mal na Colômbia. É um grupo fácil para se classificar, mas a disputa pela primeira posição não será molezinha.
O Fluminense tem um grupo que, no papel, parece uma baba. Mas esta é uma percepção equivocada. Jogar contra o Bolívar em La Paz é sempre difícil, e o Bolívar é um clube muito bem organizado e que tem feito boas competições sul-americanas. O desconhecido Independiente Rivadavia é o líder de um dos grupos do Apertura argentino no momento, à frente de River Plate, Racing, Rosario Central e com a segunda melhor campanha geral. O La Guaira, da Venezuela, é logicamente o mais fraco do grupo, mas representa uma viagem longa e desgastante em meio ao Brasileirão.
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