'Futebol virou a coisa que une o país', diz embaixador brasileiro no Haiti
'Futebol virou a coisa que une o país', diz embaixador brasileiro no Haiti
"A União Faz a Força", diz o lema da bandeira do Haiti na sala da Embaixada do Brasil em Porto Príncipe. "Irônico que esteja justamente a palavra 'união' na bandeira, não é mesmo?", observa Luis Guilherme Nascentes da Silva, 52 anos, um diplomata carioca que há duas décadas estuda o pais mais pobre das Américas.
No Haiti, a união nunca fez a força. Em 222 anos de independência, o país sempre esteve dividido e alternando entre déspotas e líderes que sucumbiram rapidamente às armas ou traições.
Luís Guilherme foi aprovado há um ano para assumir, pela primeira vez na carreira diplomática, o posto de embaixador. Veio logo para um país que está fervendo e conflagrado em violência. A mulher ficou no México. E o dia a dia não tem nenhum glamour em uma capital sitiada e com o aeroporto internacional fechado.
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É uma vida limitada. Não temos liberdade para nos deslocar para qualquer lugar ou em qualquer horário.Luis Guilherme Nascentes da Silva, embaixador do Brasil no Haiti
A violência só dá uma trégua em tempos de Copa do Mundo e o futebol meio que virou a única coisa que une uma sociedade despedaçada. "Representa esse espírito de orgulho nacional e também uma possibilidade de ascensão social para muitas pessoas. Mas, acima de tudo, simboliza a ideia de união. Para vencer, é preciso jogar em equipe. Essa é........
