Para o governo, tarifaço tropical é muito barulho por nada. Será mesmo?
Para o governo, tarifaço tropical é muito barulho por nada. Será mesmo?
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Mais do que um tiro, o aumento do imposto de importação para bens de capital e de tecnologia parece ter sido uma bomba no pé do governo Lula.
Decidido entre os muros dos ministérios econômicos, sem prévio debate público, o tarifaço tropical foi decretado nos primeiros dias de fevereiro, mas só explodiu nas redes sociais depois do Carnaval.
É uma decisão estranha, difícil de entender e com o problema adicional do momento em que foi adotada. Começa aderindo à lógica do tarifaço do presidente americano Donald Trump, que o governo brasileiro tanto condena, e termina causando rejeição generalizada da opinião pública em ano eleitoral.
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Fica-se sabendo, nos bastidores, que a medida era para ser adotada em 2025, mas dúvidas internas na equipe econômica recomendaram novos cálculos e avaliações, adiando o anúncio para o início de 2026. O que afinal saiu, confidencia quem acompanhou todo o processo, é mais moderado do que o projeto inicial.
A reação negativa à resolução que eleva a tributação de bens de capital e de tecnologia comprova que as dúvidas do próprio governo faziam sentido. As redes sociais foram inundadas de críticas à medida que, na justificativa do governo, visa proteger o que resta da indústria brasileira de bens de capital e de tecnologia.
Aumentar tarifas de importação de bens de capital e, sobretudo, de informática e tecnologia, na avaliação mais ou menos generalizada, refletida nas redes sociais, serve para pressionar custos de produção, desestimular investimentos em novos equipamentos e processos,........
