Novo tarifaço, que nem merece o nome, é mais sanção política ao Brasil
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A aplicação de tarifas de importação faz parte das regras do comércio internacional. O instrumento é usado para compensar vantagens consideradas indevidas nas importações ou regular fluxos comerciais, reequilibrando a competição de mercado.
Não é esse o caso das tarifas adicionais que o governo do presidente americano Donald Trump acaba de impor a produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos. Não há vantagens artificiais, dumpings — venda a preços inferiores aos custos — ou outro tipo de medida não competitiva em favor das exportações brasileiras.
Se não há vantagens, necessidade de reequilíbrio competitivo ou mesmo incentivo temporário à produção local, o nome correto do que o novo tarifaço americano contra as exportações brasileiras está promovendo é sanção ao Brasil.
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Sanção é diferente de taxação adicional para reequilibrar relações comerciais. É punição, castigo, mecanismo sem argumentos técnicos para fragilizar e dobrar o outro para que faça o que quer quem sanciona.
Diferentemente da aplicação de tarifas, que se apoia em questões econômicas, com o objetivo de recompor relações de competição em mercados, a aplicação de sanções tem claro teor político. Sob a capa de reequilibrar condições de competição, compensando vantagens indevidas, os tarifaços de Trump, em grande parte com o objetivo de interferir em assuntos internos dos países e nas suas relações comerciais com outros mercados, sobretudo o chinês, são ações de imposição política.
Isso é mais do que evidente no caso do Brasil. Já no tarifaço de 2025, depois em grande parte revertido pelos óbvios prejuízos causados a importadores e consumidores americanos, uma das motivações explícitas de Trump era defender o ex-presidente Jair Bolsonaro de supostas perseguições e injustiças........
