O aparelhamento do Itamaraty e a falácia da 'intervenção militar' dos EUA
O aparelhamento do Itamaraty e a falácia da 'intervenção militar' dos EUA
Se alguém ainda tinha alguma dúvida de que o Ministério das Relações Exteriores está a serviço da cartilha ideológica do presidente Lula e do PT, em detrimento dos interesses do país, o ofício enviado à Câmara pelo chanceler Mauro Vieira desfez qualquer incerteza.
Ao afirmar que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas envolveria o risco de uma "intervenção militar" americana no Brasil, sem evidências para amparar sua declaração, o Itamaraty mostrou que perdeu de vez o pudor de se colocar como um "puxadinho" do PT.
Como já havia acontecido em outras gestões petistas, quando Celso Amorim, hoje assessor especial de Lula, e o próprio Vieira foram chanceleres, o órgão voltou a ser aparelhado pelo partido. Deixou de lado mais uma vez sua tradição de atuar de forma técnica e institucional, para impulsionar a visão terceiromundista do lulopetismo, em benefício da reeleição do chefe.
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José FucsO Itamaraty e a falácia da intervenção dos EUA
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O ofício assinado por Vieira —produzido sob medida para inflar a tese de que a iniciativa dos Estados Unidos ameaça a "soberania nacional", forjada pela usina de narrativas do governo e do PT— já entrou para os anais do Itamaraty como um dos episódios mais vergonhosos da diplomacia brasileira em tempos recentes.
Sua afirmação foi desmentida pelo próprio Departamento de Estado americano, que a classificou como "absurda", já que a designação das facções brasileiras como terroristas não inclui autorização para o governo dos EUA realizar intervenções militares no país. Ela é apenas um recurso retórico para criar um inimigo externo fantasioso, destinado a encobrir o fracasso de Lula na área de segurança pública, considerada hoje, conforme as pesquisas, como a maior preocupação dos brasileiros.
Na boca de qualquer cidadão da direita e da centro-direita, a declaração de Vieira provavelmente já teria levado o ministro Alexandre de Moraes, do STF........
