Como brasileiro refez viagem de Amyr Klink: 'Dias de pura sobrevivência'
Como brasileiro refez viagem de Amyr Klink: 'Dias de pura sobrevivência'
Em setembro de 1984, o remador Amyr Klink virou ídolo nacional, ao finalizar a primeira travessia a remo do Atlântico Sul, da África até o Brasil — feito que será uma vez mais comemorado no mês que vem, com o lançamento do filme 100 dias, que contará como foi aquela épica viagem.
Mas, apesar da estrondosa repercussão, a façanha de Amyr Klink nunca foi refeita. Até dez dias atrás...
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No último dia 22, um remador igualmente solitário — e até então também desconhecido, como o próprio Amyr antes daquela travessia — chegou ao litoral da Bahia, remando um barquinho com menos de seis metros de comprimento, após ter cruzado o oceano Atlântico de um lado a outro, seguindo a mesma rota e da mesma forma que o mais famoso navegador do Brasil.
Era o paulista Raphael Garcia, de 34 anos, que hoje mora na Nova Zelândia, onde é sócio de uma franquia de lojas de cafés, mas cuja verdadeira vocação sempre foi a aventura.
Após algumas duras expedições com bicicletas (na última delas, pedalou 3.000 quilômetros, de Bariloche a Ushuaia, na Patagônia argentina), Raphael se tornou a primeira pessoa a repetir a façanha de Amyr Klink, 42 anos depois, e fez isso sem ter nenhuma experiência anterior com barcos, muito menos os movidos a remo.
"Eu li o livro dele quatro anos atrás, e decidi fazer a mesma viagem e da mesma forma que o Amyr fez. Começando por construir um barco para isso", diz Raphael, que, apesar de ter feito o mesmo trajeto, remou bem mais que Amyr Klink, já que sua travessia durou quatro meses e meio, ou 37 dias a mais que a original.
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Barco em alto-mar salva coruja que........
