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Por que os apps de relacionamento deram errado?

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05.03.2026

Por que os apps de relacionamento deram errado?

Em 1998, Meg Ryan e Tom Hanks estrelaram "Mensagem para Você", um filme pioneiro ao abordar o universo dos romances online.Numa época de internet discada, em que se combinava o horário à noite para ficar conectado, e em que o anonimato em grupos de chat era regra, a premissa da película era a seguinte: juntar duas pessoas de uma megalópole como Nova York que, provavelmente, nunca se encontrariam na vida real.

Corta para 2012, e agora qualquer pessoa podia viver uma comédia romântica de Norah Ephron.Nascia o Tinder, aplicativo que chegava aos smartphones da população ao mesmo tempo que o 4G.De repente todo mundo pôde ficar conectado e conhecer pessoas instantaneamente pelo celular.Termos como "swipe" e "match" ganharam o vocabulário popular.Paqueras ou flertes viraram "crushes"E os encontros passaram a ser chamados de "dates".Corte seco para 2026 e o que se debate agora é uma fadiga dentro do universo dos apps de relacionamento.Novos termos do anglicismo foram incorporados ao glossário BR, e quase todos com teor negativo."Ghosting", "breadcrumbing", "love bombing"... A lista é longa.O que esses nomes em inglês revelam é que a liberdade de matches infinitos e opções ilimitadas deram ruim: vivemos um "dating burnout" ou "swipe fatigue".Há 14 anos, os apps de relacionamento eram a chance de conhecer gente de todos os tipos e de forma rápida e simples, seja arrastando para a direita ou esquerda.A graça era justamente furar a nossa bolha.Hoje,........

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