Nos bastidores de encontro com Lula, empresários buscam o 'menos pior'
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Nos bastidores do evento com o presidente Lula (PT) em São Paulo, o clima reinante entre empresários e executivos de grandes empresas era de resignação, não de entusiasmo com a escolha entre os dois candidatos com chance de presidir o país.
O Brasil chega à eleição com um desemprego na mínima histórica, tem US$ 370 bilhões em reservas internacionais e é o segundo país do mundo, só atrás da China, que mais atraiu investimento estrangeiro no ano passado.
Mas o país tem uma economia que cresce pouco, cuja uma taxa de investimento é baixa em relação a outros emergentes e que paga caro demais para financiar a si próprio.
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Os juros reais, perto de 9% acima da inflação, funcionam como um freio permanente da atividade econômica.
Coube a Jorge Cury Neto, presidente do Secovi (Sindicato das Construtoras de São Paulo), que foi chamado a discursar, vocalizar o problema. Foi um discurso rápido em que o empresário deu uma na cravo (elogiou a decisão de acabar com as bets e o Minha Casa Minha Vida) e outra na ferradura:
"Eu pergunto se vamos ter alguma chance, ao longo dos próximos quatro anos, de reduzir os juros para que a classe média possa ter mais acesso à moradia. O grande motor desse país foi sempre a classe média".
Cury também é presidente da Trisul, uma construtora cujas ações são negociadas na B3. Além dele, do setor privado, discursou o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, e o executivo Marcos Almeida........
