menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

'Sofri mais racismo no Brasil que na Alemanha', diz Cacau, ex-Stuttgart

22 0
03.03.2026

'Sofri mais racismo no Brasil que na Alemanha', diz Cacau, ex-Stuttgart

O ex-atacante Cacau é um dos maiores ídolos da história do Stuttgart. Pelo clube, foi campeão da Bundesliga em 2006-07 e chegou à seleção alemã, pela qual disputou a Copa do Mundo de 2010. Há 26 anos na Alemanha, ele acompanha de perto os casos de racismo no futebol europeu e apoia Vini Jr. na luta contra a discriminação.

"A luta do Vini Jr. é muito importante. Ele é um dos melhores jogadores do mundo, e é fundamental que se posicione. Também é muito importante que grandes personagens do futebol, como o Mbappé e o Kompany [técnico do Bayern de Munique] falem a respeito", disse Cacau ao ser perguntado sobre o assunto pelo UOL.

Na conversa com um grupo de jornalistas o ex-jogador disse que nunca passou por situações semelhantes jogando na Alemanha, mas citou colegas que tiveram problemas no passado.

Milly LacombeFutebol e estupro coletivo: uma relação de horror

Futebol e estupro coletivo: uma relação de horror

Juca KfouriQuem foi vaiar teve de aplaudir o Flamengo

Quem foi vaiar teve de aplaudir o Flamengo

Michael Viriato Guerra EUA x Irã pode afetar decisão do Copom

Guerra EUA x Irã pode afetar decisão do Copom

Josias de SouzaIrã indica a Trump que não aceita ser outra Venezuela

Irã indica a Trump que não aceita ser outra Venezuela

"No meu caso, eu sofri mais racismo no Brasil do que na Alemanha. Aqui eu sempre fui tratado com respeito e nunca tive de lidar com isso. Mas jogadores como Asamoah e Otto Addo não podem dizer o mesmo", disse Cacau, citando contemporâneos de origem africana.

Gerald Asamoah nasceu em Gana e jogou a Copa de 2002 pela seleção alemã; Addo nasceu na Alemanha, mas escolheu defender a seleção de Gana, da qual é treinador atualmente. Os dois foram vítimas de ofensas racistas quando jogavam.

O caso de Asamoah é um dos mais conhecidos episódios de racismo no futebol alemão. Aconteceu na Copa da Alemanha de 2006, um duelo entre o Schalke 04 — time defendido por ele — e o time B do Hansa Rostock. A torcida adversária imitava o som de um macaco toda vez que o jogador tocava na bola.

A federação alemã puniu o clube com multa, perda do mando de campo de uma partida e exigiu um pedido de desculpas, que foi feito dias depois.

Os repetidos casos de racismo contra Vini Jr. mexem com Cacau, apesar de ele não ter passado por experiências parecidas nos campos alemães. "Vejo a Alemanha à frente de Espanha e Portugal nesse assunto", disse.

"Como ele é um dos grandes jogadores do mundo, o que tentam é irritá-lo, desestabilizá-lo, para que não jogue bem. Só que não conseguem, e aí apelam para isso. Chamar de macaco ou pendurar um boneco em uma ponte vai muito além disso, é inadmissível. Por isso é tão importante que ele fale, que lute", acrescentou o ídolo do Stuttgart.

"Dizem que ele provoca. Mas isso não tem nada a ver com provocação. Acho a luta dele importante, e eu defendo que ele continue. Muitas vezes dizem que ele tem que ser forte. Eu acho que ele é muito forte, ele já aguentou muita coisa", concluiu.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

Babu e Ana Paula se enfrentam após Sincerão: 'Ir pra p*ta que pariu'

Quarto Secreto do BBB 26: Escolhido no Paredão Falso levará outro brother

Sob protesto, Flamengo faz 8 no Madureira com 4 gols de Pedro e vai à final

Flamengo encaminha Leonardo Jardim após demissão de Filipe Luís

Desgaste e demissão de Filipe Luís. Leonardo Jardim, nome que cresce no Fla


© UOL